Em conversa com a
Stefania, ela falou-me sobre uma forma suigeniris, de fazer algum
dinheiro na na Ucrânia.
Um amigo dela ía
para a Polónia, no seu carro com mais uma pessoa. O carro não
estava muito cheio e havia dois lugares vagos no banco detrás.
Ao chegar à
fronteira ele viu duas raparigas paradas ao pé da estrada.
Isto é
perfeitamente normal, uma vez que é muito comum viajar à boleia na
Ucrânia. Além do mais, a forma mais prática de atravessar a
fronteira entra Ucrânia e a Polónia é a pé, uma vez que assim não
é preciso estar a esperar na, por vezes interminável, fila de
carros.
Ele parou, fez-lhes
sinal, e elas entraram para o banco detrás do carro. Posto isto, uma
delas perguntou:
“ - Quanto?”
“ -Quanto! Áh,
não se preocupem, não precisam de pagar nada. Eu dou-vos uma
boleia. Para onde na Polónia é que vocês querem ir?”
“ - Não, você
não percebeu. Quanto é que você nos paga para atravessarmos a
fronteira consigo?”
“ - O quê? Mas
vocês então a brincar comigo? Eu ofereço-vos uma boleia e ainda
querem que eu vos pague?!”
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Fazer contrabando é
um dos negócios mais antigos do mundo – comprar onde é barato, e
vender onde é caro, de preferência escapando-se a pagar impostos.
Isto é proibido,
contudo só é proibido se os produtos transportados forem usados
para fazer negócio e não para consigo próprio. De resto não há
problema nenhum em comprar uma quantas garrafas ou cigarros e
leva-los de um lado para o outro.
Mas claro que há um
limite. E um limite por pessoa!
Ou seja se, ao se
passar a fronteira, for encontrada uma certa quantidade de, por
exemplo, álcool, essa quantidade é dividida pelo número de pessoas
que viajam no carro.
Assim, com mais duas
pessoas no carro, a hipotética quantidade de álcool e outras coisas
que ele podia levar para a Polónia passava para o dobro. E como é
evidente, este “serviço” tem de ser pago.
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